Entranhas Mortas
Faixas
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Minha Própria Miséria
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Sangrar É a sina da humanidade Que se destrói por migalhas E se desfaz de seus filhos Como acreditar? Contemple minha ânsia e as minhas mágoas Procure com clamor, sua sanidade Gritar É o que resta aos descartados Da pequena parcela que se mata Pelo o que quis sacrificar tendo que acreditar De tanto esperar nada virá Uma meritocracia assassina Gritar É o que resta aos descartados da pequena parcela que se mata Pelo o que quis sacrificar Minha própria miséria!
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1:55
Distopia Agora
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Falsas promessas, Mentiras contadas Um deus moribundo Consome você Vidas incertas Feridas abertas Forneço a guerra Detenho o poder Distopia agora Sofrimento sem fim Eu trago a tragédia Eu sou o seu eu Sou seu fim Eu sou o seu eu Falsas promessas, Mentiras contadas Um deus moribundo Consome você!
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Morreu em uma Fila
letra
Melhor dizer que não há mais saída Melhor dizer morreu em uma fila Poder não ver o que está garantido Consumo o fim Me prometeram tudo Enquanto você tenta Tragédia sem solução Convulsiona os sonhos Viveu sem direção Consome mais um pouco Dejeta refeição Criaram a tragédia de certo cobrarão Sangrou-se os meus Não há o que fazer Resta esperar Notícia na tv Convulsiona os sonhos Viveu sem direção
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1:15
Ignorância é uma Benção
letra
Sangue escorrendo aí Verdades insólitas vendidas em telas Abocanhado pela incerteza Sendo mais uma vítima certa Não saber é uma opção Tudo que sobra é uma piada Sacrificar um sorriso e devorar mais uma lágrima (x2) Eu não sei Eu não sinto Eu desapareço Depois minto Não sentir Não sangrar Eu acredito Sem pensar Todo dia Todo mês Uma verdade Para comprar Você sente Você entende Você se importa Não se importa
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Sem Fôlego
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Degeneração de um povo Embrenhado na escuridão Despedaçar de um sonho Renego a existência Observo a ganância Me faz sufocar
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Servir ou Morrer
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Dias roubados por uma servidão Verdades impostas Feitas pra vender A ganância constrói mais uma vítima Implora sozinho por uma salvação Imposto em sua miséria Contempla sem solução Sangra sua verdade Me enterro na escuridão Não… Não quero morrer Não... servir ou morrer !
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0:56
Desespero
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Imbecil você mentiu deus não está aqui A verdade que se apresenta arruína o seu pensar O desespero se alastra e condena sua fé Destruíram a certeza em um mundo desigual
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0:57
Vitrines de Afetos
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"Você estava falando recentemente sobre o significado... da nossa... vida... o altruísmo da arte... Vamos pegar a música, por exemplo... Ela é, na verdade, a menos conectada de todas; para dizer a verdade, se ela estiver conectada a algo, então é de uma maneira sem ideias, mecânica, com um som vazio... Sem... sem associações..." Vitrines de afetos malditas demonstram o que você não é!
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Falsa Vertente
letra
Acreditar na mentira compartilhada Vou curtir, vou reagir, vou sufocar Gangrena se espalha por entre os meus dedos Algemas certeiras o que será? Em minha prisão digital Estou sufocado Superestímulo Vermes no prato Canseira maldita Estresse profundo Cadê a dopamina?
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A Ânsia e a Mágoa
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O ouro brilha e o povo chora As ruas gritam, mas ninguém escuta A fome é moeda, o suor é troca e a fé se perde, gerando revolta Consumi desgraça em forma de riso Vomitei a ânsia e cuspi minha mágoa Sente a sentença o oprimido Por tentar ser mais um Construímos muros com sangue e dor A terra queimada, o céu sem cor O poder é tudo, a justiça, uma ilusão E o preço da vida, a destruição No mercado da dor todos são produtos O capitalismo devora! Não vou ser nada Não posso ser nada jantarei a minha angústia Construímos muros com sangue e dor A terra queimada, o céu sem cor O poder é tudo, a justiça, uma ilusão E o preço da vida, a destruição Consumi desgraça em forma de riso Vomitei a ânsia e cuspi minha mágoa Sente a sentença o oprimido Por tentar ser mais um!
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Entranhas Mortas
letra
Fome e declínio Sobre os homens que vomitam suas falácias Pilham suas misérias e riem de seu choro O sofrimento é o preço Não acreditar Nada será como foi Estão mortas As minhas entranhas que nada teme e de tudo se esconde Grita desesperança Miséria miséria, sem fim, sem razão Tento comprar sonhos em vão Não resta mais nada Além do vazio que vaga em seu olhar Um olhar… Um olhar que implora em seu âmago Sentiu o terror das ruas em prantos Tenta enxergar portas abertas Mas nada restou além do vazio Que busca, Que busca não sentir!
Info
"Entranhas Mortas", é o rever de si mesmo, o sangrar da percepção do mundo que vivemos, o afundar e renascer da sua mente para que novas ideias possam emergir e assim você poder se encontrar, ou não. Gravado ao vivo no esquema áudio guerrilha em uma sessão de 3 horas em um estúdio de ensaio. Vocais e overdubs gravados em home studio.